28/02/2020

New York Times na Era Digital

Em 1980, o New York Times passou a utilizar o processo de produção digital e a preservar o texto digital. Em 1983, o NYT vendeu os direitos eletrônicos de seus artigos para a LexisNexis.
Nos anos 90, com o aumento da distribuição de notícias on-line, o jornal não renovou o acordo com a LexisNexis e, em 1994, recuperou os direitos eletrônicos de seus artigos.  

Em 22 de janeiro de 1996, o site www.NYTimes.com começou a publicar, desde então ele se tornou uma referência para conteúdo on-line, e não mera reprodução de textos impressos. 

Em 2011, em um movimento para criar outra fonte de receita online, a empresa iniciou a cobrança para quem ultrapassar o limite de 20 acessos a links do site, sejam textos, fotos ou infográficos. O novo modelo concentra a cobrança nos leitores mais fiéis, permitindo que grande parte do volume de 30 milhões de acessos mensais, formado por usuários ocasionais, continue trafegando pelo www.nyt.com. 

Em 2019, o jornal New York Times alcançou 5,25 milhões de assinantes em 2019. Destes, 3,5 milhões são digitais, com a perspectiva de passar dos 10 milhões até 2025. Na receita digital anual de 2019, dos US$ 800 milhões, US$ 420 milhões vieram de novos assinantes. 

Em 2020, o jornal elevou o preço da assinatura, de US$ 15 para US$ 17, cobrado semanalmente. Essa foi a 1ª alteração na taxa desde 2011, ano em que o acesso digital de notícias passou a ser cobrado. 


02/07/2019

21 Lições da o Século XXI: VERDADE

A obra de Yuval Noah Harari, 21 Lições da o Século XXI, é uma das mais importantes da atualidade. A parte IV do livro trata de um assunto muito importante para os estudantes de Comunicação Social: a Verdade. Por isso, reproduzimos esse trecho irretocável na integra: 

PARTE IV 
Verdade 

Se você se sente impotente e confuso diante da situação global, está no caminho certo. Processos globais são complicados demais para que uma única pessoa os compreenda. Como então saber a verdade sobre o mundo, e não ser vítima de propaganda e desinformação? 

15. Ignorância 
Você sabe menos do que pensa que sabe 

Os capítulos precedentes examinaram alguns dos problemas e desenvolvimentos mais importantes da era atual, desde o exagero midiático em torno da ameaça de terrorismo até a subapreciada ameaça de disrupção tecnológica. Se você ficou com a sensação perturbadora de que é demais, e que você não é capaz de processar tudo isso, você está absolutamente certo. Ninguém é.

Nos séculos recentes, o pensamento liberal depositou uma confiança imensa no indivíduo racional. Ele descrevia indivíduos humanos como agentes racionais independentes, e fez dessas criaturas míticas a base da sociedade moderna. A democracia fundamenta-se na ideia de que o eleitor sabe o que é melhor, o livre mercado capitalista acredita que o cliente tem sempre razão, e a educação liberal ensina os estudantes a pensarem por si mesmos.

No entanto, é um erro depositar tanta confiança no indivíduo racional. Pensadores pós-coloniais e feministas destacaram que esse “indivíduo racional” pode muito bem ser uma fantasia chauvinista ocidental, glorificando a autonomia e o poder de homens brancos de classe alta. Como observado anteriormente, economistas comportamentais e psicólogos evolucionistas demonstraram que a maioria das decisões humanas é baseada em reações emocionais e atalhos heurísticos e não em análise racional, e que, enquanto nossas emoções e nossa heurística talvez fossem adequadas para lidar com a vida na Idade da Pedra, são lamentavelmente inadequadas na Idade do Silício.

Não só a racionalidade, a individualidade também é um mito. Humanos raramente pensam por si mesmos. E sim, pensamos em grupos. Assim como é preciso uma tribo para criar uma criança, é preciso uma tribo para inventar uma ferramenta, resolver um conflito ou curar uma doença. Nenhum indivíduo sabe tudo o que é preciso para construir uma catedral, uma bomba atômica ou uma aeronave. O que deu ao Homo sapiens uma vantagem em relação a todos os outros animais e nos tornou os senhores do planeta não foi nossa racionalidade individual, mas nossa incomparável capacidade de pensar juntos em grandes grupos. 
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