30/01/2018

Robert Capa (1913 - 1954)

Robert Capa foi um fotógrafo húngaro. Um dos mais célebres fotógrafos de guerra, Capa cobriu os mais importantes conflitos da primeira metade do século XX: a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (em Londres, na Itália, a Batalha da Normandia em Omaha Beach, e a liberação de Paris), no Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina.

Na Faculdade de Ciências Políticas em Berlim aproximou-se do meio jornalístico. Encontrou trabalho na "Dephot" (Deutscher Photodienst), a maior agência de jornalismo da Alemanha naquela época.

A sua carreira de fotógrafo começou no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar Leon Trótski, no meio de múltiplas dificuldades, durante um congresso em Copenhague. O aparecimento do nazismo e a religião judaica de Robert fez com que em 1932 ele tenha que deixar Berlim, dirigindo-se para Viena e depois, Paris. É neste período que adota o nome profissional Robert Capa, pelas suas ressonâncias americanas.

O nome do repórter Robert Capa rapidamente fica célebre, mas logo se descobre que ele se serve de um pseudônimo. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil Espanhola, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte.

Em 1938, Capa foi à China para fotografar o conflito sino-japonês, retornando à Espanha em 1940, logo que a França cai sob o jugo nazista. Retira-se em seguida para os Estados Unidos, onde começou a trabalhar para a revista Life. Posteriormente foi para Inglaterra e depois para a Argélia.

Em Junho de 1944 participou no desembarque da Normandia, o Dia D. Depois da guerra, com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, funda a Agência Magnum (constituída oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura, partindo em seguida para o "terreno".

Robert Capa fotografou a Guerra Civil Espanhola, onde tirou a sua mais famosa foto ("Morte de um Miliciano"), a Guerra Civil Chinesa e a II Guerra Mundial com lentes normais, o que fez com que ele se tornasse um dos mais importantes fotógrafos europeus do século XX.

A fotografia "Morte de um Miliciano" ou "O Soldado Caído" foi feita em 5 de setembro de 1936 em Cerro Muriano, sendo veículada em 23 de setembro na revista francesa VU e um ano depois na revista americana Time. Muitas dúvidas foram levantadas em relação à foto, a primeira contestação embasada sobre a autenticidade surgiu em meados de 1970, no livro A Primeira Baixa (Philip Knightley). O historiador Mario Brotons atribuiu o homem que é baleado na cena como sendo o anarquista Federico Borrell García, porém há dúvidas sobre a real identidade do soldado. O historiador espanhol Miguel Pascual acredita se tratar de uma montagem - os negativos nunca foram encontrados. Um outro grupo ainda defende que a foto tenha sido feita por sua companheira, a alemã Gerda Taro. No livro "As Sombras da Fotografia" do professor de Comunicação da Universidade do País Basco, José Manuel Susperregui, argumenta-se que a foto teria sido encenada em Espejo, a cerca de 60 km de Cerro Muriano. Susperregui afirma que, de acordo com suas pesquisas, e auxílio de historiadores da região, o local não poderia ser Cerro Muriano por ser uma área de floresta com mais de um século, enquanto que Espejo se identifica quase que de forma idêntica com a paisagem reportada. Segundo Cyntia Young (Centro Inter­nacional de Fotografia), Robert "legendou muito poucas de suas imagens" dessa que foi sua primeira viagem como fotógrafo na guerra, e que essa interpretação teria sido feita pelos editores em Paris, ocasionando tal dúvida. Historiadores afirmam que não houve combate no início daquele mês em Espejo. A suposição de que foi um franco-atirador, segundo Susperregui, também é falsa, porque a distância entre os dois lados da guerra eram muito longe para que houvesse essa possibilidade, e que não há comprovação de franco-atiradores na região; além disso, Robert em entrevistas afirmou que foi uma rajada de metralhadora que atingiu o soldado.

Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos.

Imprensa Régia (1808)

A Imprensa Régia, primeira editora brasileira, foi criada em 13 de maio de 1808, dia do aniversário do príncipe regente D. João (1767-1826). Nela foi editado o primeiro jornal da colônia americana: a Gazeta do Rio de Janeiro. O periódico possibilitou a circulação de notícias, embora restritas, por ser um veículo usado para expandir a imagem que convinha à Casa de Bragança (Família de Bragança). A publicação indicava, também, onde adquirir gêneros que atendessem ao paladar daqueles que migraram para os trópicos: pães de diversos tipos, vinhos variados, salames italianos, presuntos portugueses.

A Impressão Régia brasileira foi uma filial da editora (de mesmo nome) existente em Lisboa, capital de Portugal. Além da Gazeta do Rio de Janeiro (órgão oficial da corte), publicou o jornal O Patriota, publicado entre 1813 e 1814. É a atual Imprensa Nacional.

Nas quatro páginas, nenhuma reclamação em tintas mais fortes: o Brasil era tratado como um paraíso terrestre. A publicação falava, por exemplo, sobre os príncipes europeus, ou registrava louvores sobre os membros da família real portuguesa. Até 1814, publicaria informações sobre o andamento da guerra que acontecia na Europa, realçando as vitórias contra Napoleão Bonaparte (1769-1821).

É importante registrar que o fim da proibição da existência de gráficas não significava liberdade de imprensa. Segundo o documento que estabelecia a Imprensa Régia, uma junta formada por três autoridades era encarregada de “examinar os papéis e livros que se mandasse publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra a religião, o governo e os bons costumes”. De acordo com o historiador Ilmar Rohloff de Mattos, “o ato que criava a imprensa na colônia criava, também, a censura. A aplicação da censura aos livros fez com que houvesse, nessa época, um intenso contrabando de publicações para abastecer a elite letrada da corte”.

Os jornais de oposição não eram impressos no Brasil. O Correio Braziliense, também chamado de Armazém Literário, por Hipólito José da Costa (1774-1823), e “jornal independente”, segundo o historiador Bóris Fausto, circulou entre 1808 e 1822, e era editado em Londres. Nele foram publicadas críticas severas ao governo de D. João.

Fonte: http://www.multirio.rj.gov.br

04/12/2017

J. Jonah Jameson (1963)

John Jonah Jameson ou "JJJ" é um personagem do universo do Homem-Aranha. Dono do jornal novaiorquino Clarim Diário, ou Daily Bugle, e da revista Now Magazine. Apareceu pela primeira vez na revista The Amazing Spider-Man #1 em março de 1963. 

Jameson despreza a maioria dos super-heróis, sobretudo o Homem-Aranha. Entretanto já teve a oportunidade de remover a máscara do Homem-Aranha mas resistiu. O herói estava inconsciente depois de ter salvo Jameson do Venom, e o editor se sentiu em dívida com ele naquele momento. Mas isso não impediu Jameson de dar continuidade à publicação de matérias difamatórias contra o Homem-Aranha, coisa que vem fazendo desde que o personagem foi criado.

Se auto-destituiu do cargo de diretor após sua equipe descobrir que ele foi o responsável pela criação do Escorpião (com o intuito de matar o Homem Aranha).

03/12/2017

Perter Parker (1962)

Peter Parker é um fotojornalista fictício, alter-ego um super-herói norte americano, o Homem-Aranha (seus poderes foram adquiridos após ter sido mordido por uma aranha radioativa). Parker é um adolescente órfão e foi educado e criado pela sua Tia May e o seu Tio Ben. Enquanto tem de lidar com as lutas diárias normais da sua idade, em adição àquelas que tem como combatente do crime mascarado. 

Parker trabalha como fotografo independente (freelancer) para o jornal Clarim Diário, J. Jonah Jameson, editor do jornal lança uma campanha editorial contra a "ameaça do Homem-Aranha". Devido a publicidade negativa resultante exacerba as suspeitas populares sobre o misterioso Homem-Aranha se torna impossível para Parker ganhar dinheiro ao se apresentar, e, eventualmente, a má imprensa leva as autoridades a chamá-lo de fora da lei. Ironicamente, Peter acaba tendo um emprego como fotógrafo para o Clarim Diário de Jameson, os vencer o concurso e tirar as melhores fotos do 'Homem Aranha'.

O personagem foi criado pelo editor/escritor Stan Lee e pelo escritor/artista Steve Ditko, e a sua primeira aparição foi no livro de antologia Amazing Fantasy #15 (Agosto de 1962). 



21/11/2017

Harold Innis (1894-1952)


Harold Adams Innis era um professor canadense de economia política na Universidade de Toronto e autor de obras seminais em mídia, teoria da comunicação, e econômica história canadense. 

Os escritos de Innis tratavam sobre a comunicação explorar o papel da mídia na formação da cultura e do desenvolvimento das civilizações. Ele argumentou, por exemplo, que um equilíbrio entre a forma oral e escrita de comunicação contribuíram para o florescimento da civilização grega no século 5 aC. Ele alertou, no entanto, que a civilização ocidental está ameaçada pela poderosa media obcecados pelo "espírito do presente" e a "sistemática destruição contínua, implacável dos elementos de permanência essenciais para a atividade cultural". Sua ligação intelectual com Eric A. Havelock formou as bases da " Toronto school of Communication ", que forneceu uma fonte de inspiração para futuros membros da escola: Marshall McLuhan e Edmund Snow Carpenter.



Estudo dos efeitos de lagos interligados e rios sobre o desenvolvimento canadense e império europeu de Harold Innis despertou seu interesse nas relações econômicas e culturais complexas entre os sistemas de transporte e comunicações. Durante os anos 1940, Innis também começou a estudar celulose e papel, uma indústria de importância central para a economia canadense. Esta pesquisa forneceu um ponto de cruzamento adicional do seu trabalho em produtos básicos para os estudos de comunicação.

Uma das principais contribuições de Innis para os estudos de comunicação foi aplicar as dimensões de tempo e espaço a vários meios de comunicação. Ele dividiu mídia em tempo de ligação e os tipos de ligação ao espaço. Meios de ligação de tempo são duráveis. Eles incluem argila ou pedra comprimidos . Os meios de ligação ao espaço são mais efêmeros. Eles incluem meios modernos, como rádio, televisão e jornais de grande circulação.

Innis examinou a ascensão e queda de impérios antigos como uma maneira de rastrear os efeitos dos meios de comunicação. Ele olhou para a mídia que levou ao crescimento de um império; Aqueles que a sustentaram durante seus períodos de sucesso, e depois, as mudanças de comunicação que aceleraram o colapso de um império. Ele tentou mostrar que os "preconceitos" da mídia em relação ao tempo ou ao espaço afetavam as complexas inter-relações necessárias para sustentar um império. Essas inter-relações incluíam a parceria entre o conhecimento (e as idéias) necessários para criar e manter um império, eo poder (ou força) necessário para expandi-lo e defendê-lo. Para Innis, a interação entre conhecimento e poder sempre foi um fator crucial no império entendimento.

Innis argumentou que o equilíbrio entre a palavra falada e escrita contribuiu para o florescimento da Grécia antiga no tempo de Platão.  Este equilíbrio entre o meio tendencioso em tempo de fala e o meio tendencioso por espaços de escrita era, eventualmente, chateado, Innis Argumentou, como a tradição oral deu lugar ao domínio da escrita. A tocha do império, em seguida, passou da Grécia para Roma.

A análise de Harold Innis sobre os efeitos das comunicações sobre a ascensão e a queda dos impérios levou-o a advertir severamente que a civilização ocidental estava agora enfrentando sua própria crise profunda. O desenvolvimento de meios de comunicação poderosos, tais como jornais de circulação de massa, havia transferido o equilíbrio decisivamente em favor do espaço e do poder, ao longo do tempo, da continuidade e do conhecimento. O equilíbrio necessário para a sobrevivência cultural tinha sido perturbado pelo que Innis via como meios de comunicação "mecanizados" usados ​​para transmitir informações rapidamente em longas distâncias. Estes meios haviam contribuído para uma obsessão com o "presente de espírito" acabando com as preocupações sobre o passado ou futuro. Innis escreveu,

A pressão esmagadora da mecanização evidente no jornal e na revista, levou à criação de vastos monopólios de comunicação. Suas posições entrincheiradas envolver uma sistemática destruição contínua, implacável dos elementos de permanência essenciais para a atividade cultural.

A civilização ocidental só poderia ser salva, argumentou Innis, recuperando o equilíbrio entre espaço e tempo. Para ele, isso significava revigorar a tradição oral dentro das universidades, ao mesmo tempo em que libertava instituições de ensino superior das pressões políticas e comerciais. Em seu ensaio, um pedido para o período, ele sugeriu que o diálogo genuíno dentro das universidades poderiam produzir pensando a crítica necessária para restabelecer o equilíbrio entre poder e conhecimento. Em seguida, as universidades poderiam reunir coragem para atacar os monopólios que sempre põem em risco a civilização.

Embora Innis permaneça apreciado e respeitado pela natureza grande e original de seus esforços mais atrasados ​​a respeito das teorias das comunicações, não era sem críticos. Particularmente, o estilo de escrita fragmentária e mosaico exemplificado no Império e Comunicações tem sido criticado como ambígua, de forma agressiva não-linear, e sem conexões entre níveis de análise.