26/04/2016

George Mead (1863 - 1931)

Foi um filósofo americano pertencente à Escola de Chicago. Juntamente com William James, Pierce e Dewey, Mead faz parte de uma corrente teórica da filosofia americana denominada de pragmatismo e interacionismo simbólico.

Opôs-se ao reducionismo proposto pelos behaviorismo de Watson, posteriormente reapresentado por B. F. Skiner.

A individualização é o resultado da socialização não sua antítese, observa-se historicidade do indivíduo como autoconsciência, ou seja, a anterioridade histórica da sociedade sobre a pessoa individual.

Preocupado com a construção da identidade social, Mead tenta compreender como se forma esta individuação. Para ele só poderá existir o senso do Eu se existir um senso correspondente a um Nós. Ou seja, são as relações sociais e o papel que desempenhamos na sociedade que irá constituir a pessoa.

Mead também cria o conceito de "outros significativos", sendo as suas atitudes caminho para a formação social da criança que com eles convive. Adjacente a isso, cria o conceito de "outro generalizados. Alcançado certo desenvolvimento social do indivíduo, este é capaz de perceber que as atitudes dos "outros significativos" são, na verdade, atitudes gerais encontrados na sociedade.

De acordo com Mead o "Eu" nasce na conduta, quando o indivíduo se torna um objeto social por sua própria experiência. A criança age para consigo como age para com os outros. Para o indivíduo, o Eu é uma terceira pessoa e sua expressão na conduta para com outros é um papel a ser representado. Age-se conforme se espera dessa ação ou melhor como se imagina que é a expectativa de nossa ação.

Para Mead, a formação da mente acontece quando o indivíduo consegue tomar a sí mesmo como objeto de reflexão. Este processo, que ele denomina comunicação triádica, se dá pela interação reflexivia entre três instâncias simultaneamente subjetivas e objetivas: o "Eu", o "Mim" e o "outro generalizado". Neste sistema, o outro generalizado corresponde a reflexividade estabelecida entre o indivíduo e a sociedade à qual pertence.

Sociedade seria o mecanismo que nos permite viver com o outro, representado pelas instituições. As instituições seriam determinadas estabilizações de atos sociais. Fonte: Wikipedia