15/06/2016

Álvaro Carlos Machado (1878 - 1938)

Álvaro Carlos Machado foi um jornalista brasileiro. 

Durante a infância estudou em São José do Rio Preto, então Distrito de Petrópolis, atual São José do Vale do Rio Preto. Aos vinte anos de idade casou-se com a riopretana Arminda Guimarães Machado, com a qual teve uma filha (Joaquina), a mesma falece ainda cedo. 

Muda-se para Areal, RJ, uma alternativa para esquecer o trauma da morte de Joaquina. Inicia-se o século XX. Em Areal ingressa no jornalismo e funda O Ferrolho, também o jornal Favônio e colabora no Arealense. Concomitantemente, desencadeia a sua vida artística e a literatura. Na literatura deixou a sua obra poética, não publicada, com o livro intitulado Derrocada dos Sonhos. 

Em 1911, passa a morar em Petrópolis, RJ, sendo empregado na Tribuna de Petrópolis, jornal que existe até hoje, onde exerceu a função de superintendente. Foi redator-chefe da antiga e famosa revista O Cruzeiro, tal função também foi desempenhada no Correio de Petrópolis, entre outros jornais, tais como O Riso, Diário de Petrópolis, A Serrana, Jornal Esportivo. Era muito produtivo. Fundou a Folha Comercial, posteriormente Vida Comercial, jornal e revista de larga duração. Época em que Petrópolis destacava-se jornalisticamente. 

 Em 1916, passa a ser funcionário público do município de Petrópolis]], onde foi chefe de seção, arquivista e inspetor de ensino. Na Câmara do município participa da confecção das primeiras leis de Petrópolis, com o prefeito Oscar Weinsckenck. É despedido em 1923, por criticar publicamente o Presidente Artur Bernardes, todavia é chamado de volta como Oficial de Gabinete. 

Ajuda o idealizador Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos e demais, a fundar a Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a atual Academia Petropolitana de Ciências e Letras, também chamada de Academia Petropolitana de Letras. Era 23 de agosto de 1922. Álvaro Machado ocupou a cadeira número 38, cujo patrono foi o poeta Casimiro de Abreu. Fica viúvo e morre o filho Álvaro, então casa novamente com Mariana de Almeida Machado, com a qual teve três filhos: Acirema e Teresinha e Nilo.