27/07/2016

George Mead (1863 - 1931)

George Herbert Mead foi um filósofo americano de importância capital para a sociologia, pertencente à Escola de Chicago. Juntamente com William James, Pierce e Dewey, Mead faz parte de uma corrente teórica da filosofia americana denominada de pragmatismo. 

Hebert Blumer, em 1937 classifica o pensamento de Mead, juntamente com o de vários filósofos e sociólogos, como pertencente a uma linha de pensamento mais geral denominado de interacionismo simbólico.

Opôs-se ao reducionismo proposto pelos behaviorismo de Watson, posteriormente reapresentado por B. F. Skiner (que consideravam como metafísicos os conceitos de mente, self, consciência)

Compartilhava com WilhlemWundt quanto a importância das pesquisas sobre a linguagem no comportamento para conseguir o entendimento do que é a mente, só que para ele a mente era um produto da linguagem ao contrário de Wundt que considerava a linguagem com um produto da mente; 

Para Mead o Self deve ser compreendido tanto filogenéticamente resultado da evolução das espécies como ontogenéticamente em termos do desenvolvimento de cada membro individual.

A individualização é o resultado da socialização não sua antítese, observe-se historicidade do indivíduo como autoconsciência, ou seja, a anterioridade histórica da sociedade sobre a pessoa individual.

Preocupado com a construção da identidade social, Mead tenta compreender como se forma esta individuação. Para ele só poderá existir o senso do Eu se existir um senso correspondente a um Nós. Ou seja, são as relações sociais e o papel que desempenhamos na sociedade que irá constituir a pessoa.

Mead também cria o conceito de "outros significativos" (aqueles presentes na infância do indivíduo), sendo as suas atitudes caminho para a formação social da criança que com eles convive. Adjacente a isso, cria o conceito de "outro generalizados. Alcançado certo desenvolvimento social do indivíduo, este é capaz de perceber que as atitudes dos "outros significativos" são, na verdade, atitudes gerais encontrados na sociedade.

De acordo com Mead o "Eu" nasce na conduta, quando o indivíduo se torna um objeto social por sua própria experiência. A criança age para consigo como age para com os outros. Para o indivíduo, o Eu é uma terceira pessoa e sua expressão na conduta para com outros é um papel a ser representado. Age-se conforme se espera dessa ação ou melhor como se imagina que é a expectativa de nossa ação.

Para Mead, a formação da mente acontece quando o indivíduo consegue tomar a sí mesmo como objeto de reflexão. Este processo, que ele denomina comunicação triádica, se dá pela interação reflexivia entre três instâncias simultaneamente subjetivas e objetivas: o "Eu", o "Mim" (que constituem o "self") e o "outro generalizado". Neste sistema, o outro generalizado corresponde a reflexividade estabelecida entre o indivíduo e a sociedade à qual pertence.

Sociedade seria o mecanismo que nos permite viver com o outro, representado pelas instituições (pelos costumes). As instituições seriam determinadas estabilizações de atos sociais.

Alguns autores vêm apresentando relações entre a obra de Mead e a de Jacques Lacan, a partir de seus conceitos de "je", "moi" e "grande outro". Estas instâncias compoêm a dinâmica psíquica a partir do "sujeito do enunciado" e o "sujeito da enunciação". Outro autor que apresenta formulações semelhantes a Mead é Vygostky. Fonte: Wikipedia

Mind Self and Society from the Standpoint of a Social Behaviorist