25/07/2016

Julian Paul Assange (1971)


Jornalista e ciberativista australiano. É um dos nove membros do conselho consultivo do Wikileaks, um wiki de denúncias e vazamento de informações. É também o principal porta-voz do website. Assange estudou matemática e física, foi programador e hacker, antes de se tornar porta-voz e editor chefe do Wikileaks.

Em 2010, após o vazamento da vasta massa de documentos sobre possíveis crimes de guerraAfeganistão e no Iraque pelo exército americano, parece não haver mais lugar para Assange no mundo (se ele não quiser ir para a prisão). O New York Times descreve-o como um "fugitivo", depois de sua rápida passagem pela Islândia. Recentemente Assange perdeu a cidadania sueca e está à procura de um país que o receba. Tornou-se uma espécie de "apátrida ideológico". 

Em agosto de 2010, pouco tempo depois da divulgação, pelo Wikileaks (em julho), dos documentos secretos do Exército americano sobre a Guerra do Afeganistão, a Justiça da Suécia expediu dois mandados de prisão contra Assange, um deles por estupro e o outro, por agressão sexual. Assange estava na Suécia para uma série de palestras depois que o Partido Pirata local aceitou acolher vários servidores do Wikileaks, diante da perseguição das autoridades dos Estados Unidos. Enquanto a Polícia sueca procurava Assange, surgiam, na Internet, denúncias sobre uma possível conspiração Pouco depois, a Justiça sueca anunciou a retirada da ordem de prisão. 

O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, declarou que qualquer insinuação sobre uma eventual conspiração do Departamento de Defesa dos Estados Unidos contra Assange é "absurda". Em 1º de setembro, a justiça da Suécia reabriu o processo de estupro e agressão sexual contra Assange. No dia 20 de novembro, as autoridades suecas pediram à Interpol que ele fosse capturado, com fins de extradição.

Em 28 de novembro, WikiLeaks voltou à carga, divulgando cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais I do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os documentos revelam, por exemplo, como o governo dos EUA deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas. Como sempre, as informações foram repassadas a cinco grandes jornais do mundo, dentre os quais, The New York Times, Le Monde e The Guardian.

Dois dias depois, em 30 de novembro, a Interpol distribuiu em 188 países, uma notificação vermelha, isto é, um chamado àqueles que souberem do paradeiro de Assange, para que entrem em contato com a polícia. O advogado de Assange, Mark Stephens, declarou ser "muito incomum" que se emita uma notificação vermelha em casos semelhantes ao do seu cliente. Stephens observou também que o promotor sueco pediu que Assange seja detido sem acesso a advogados, a visitantes ou a outros presos.

No mesmo dia, Spiegel Online noticiou que um grupo de antigos companheiros de Assange, que discorda da sua orientação e do seu estilo supostamente autocrático, teria planos de lançar outra organização, semelhante à WikiLeaks, ainda em dezembro. Em 7 de dezembro de 2010 as 9h30 no horário local, Julian Assange é preso em Londres. Fonte: Wikipedia