17/07/2016

Marechal Rondon (1865 - 1958)

Nascido a 5 de maio de 1865 em Mimoso, Mato Grosso do Sul, aos dois anos órfão de pai e mãe, foi criado pelo avô materno até sua ida para Cuiabá, sob os cuidados do tio Manuel Rodrigues da Silva Rondon.

Na capital matogrossense estudou no Liceu Cuiabano, onde se diplomou, aos 16 anos, com distinção, como professor primário.

Em 26 de novembro de 1881, com praça asssentada no Exército, embarcava o jovem professor para o Rio de Janeiro com destino à Escola Militar da corte: fez longa viagem fluvial de Cuiabá a Buenos Aires, de onde prosseguiu, pelo Atlântico, até a capital brasileira. A 6 de março de 1883 matriculou-se na Escola Militar a qual concluiu cinco anos após, também com distinção, em todos os seus cursos, tendo sido nomeado Alferes. Depois de prestar exames de estado-maior e de engenheiro e obtido o título de bacharel em matemática e ciências naturais, foi promovido ao posto de Tenente e levado ao cargo de ajudante da Comissão Telegráfica de Cuiabá ao Araguaia.

Iniciava, assim, sua vida de sertanista, a plasmar sua personalidade à feição do rígido meio em que labutaria, numa tenacidade laboriosa que seria o caminho áspero que traçava ao seu futuro no placo formidável da natureza bravia defrontada.

De 1892 (quando nomeado Chefe do Distrito Telegráfico de Mato Grosso) a 1916, o Mal. Rondon participou do primeiro esforço de grandes proporções para integração nacional através das telecomunicações a construção das linhas telegráficas interligando as regiões Centro Oeste e Amazônia às linhas existentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Triângulo Mineiro. Foram instalados mais de 4,5 mil quilômetros de linha telegráficas nesse período.

Rondon também pacificou tribos indígenas, levantou dados geográficos e cartográficos de extensas áreas desconhecidas do território brasileiro, inspecionou as fronteiras do País desde o Oiapoque ao Rio Grande do Sul, presidiu o Conselho Nacional de Proteção aos Índios, criou Parques Indígenas, arbitrou questões de fronteiras entre Peru e Colômbia.

Seu nome, hoje, designa um dos Estados da Federação, Rondônia (elevado a essa categoria em 1981, depois de, como Território, haver sucedido ao do Guaporé, em 1955).

Por lei especial do Congresso Nacional, foi elevado ao posto de Marechal, sendo-lhe entregue as respectivas insígnias em sessão solene do Senado e da Câmara, conjuntamente, em 5 de maio de 1955.

Faleceu em 19 de janeiro de 1958, no Rio de Janeiro, com a idade de 92 anos.

É patrono da Arma de Comunicações do Exército, por ato contido em decreto nº 51.960 de 26.4.63. Em 27.4.71 obteve o Ministério das Comunicações autorização da Presidência da República para que o nome do Marechal Rondon fosse reconhecido como o "Patrono das Comunicações Nacionais" ficando o dia 5 de maio - dia de seu nascimento - dedicado às "Comunicações".
Fonte: Wikipedia