02/07/2016

Ricardo Boechat (1952)

Ricardo Eugênio Boechat é um jornalista argentino naturalizado brasileiro. Já esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Trabalha diariamente como âncora de dois jornais nas redes de rádio da BandNews FM e de televisão, a Band) do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Ele é ganhador de três prêmios Esso. Na Band, ele também foi diretor de jornalismo. Boechat tem uma coluna semanal na revista IstoÉ.

Iniciou sua carreira na década de 1970 como repórter do extinto jornal Diário de Notícias. Também nessa época, iniciou sua carreira como colunista, colaborando com a equipe de Ibrahim Sued. Em 1983 foi para o jornal O Globo. Em 1987 ocupou por seis meses a secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Após o período voltou para O Globo. Nessa mesma ocasião, passou a lecionar na Faculdade da Cidade do Rio de Janeiro, onde também, convidado pelo professor Paulo Alonso, diretor da instituição e companheiro seu na redação de O Globo, passou a editar o Jornal da Cidade, periódico mensal da faculdade.

Escândalo 

Ao participar de reportagens na guerra pelo controle das companhias telefônicas no Brasil, Boechat teve sua reputação atacada em reportagem publicada na revista Veja em junho de 2001. O colunista foi demitido do O Globo e de da Rede Globo, onde tinha uma coluna no Bom Dia Brasil quando a revista publicou trecho de um grampo telefônico em que Boechat estaria revelando ao jornalista Paulo Marinho o conteúdo das matérias que seriam publicadas pelo jornal. A decisão dos diretores da empresa foi unânime, eles alegaram que o comportamento do jornalista feria o código de ética da empresa. Marinho trabalhava para Nelson Tanure, principal acionista do Jornal do Brasil e aliado da TIW, empresa que disputava o controle da Telemig Celular e Tele Norte Celular em confronto com o banqueiro Daniel Valente Dantas.

O escândalo revelou alguns dos métodos empregados nas guerras pelos controles das companhias telefônicas, na qual ocorriam grampos a jornalistas, notícias plantadas e envolvimento de grupos poderosos. Vítima destes grampos, a situação de Boechat ficou insustentável na Globo. Nos últimos anos antes da demissão, o jornalista, com sua coluna em O Globo, a mais lida do jornal, se transformou num dos mais influentes jornalistas do país. Boechat também deu início ao primeiro escândalo da quebra do sigilo do painel do Senado Federal, quando em 2000 revelou que o painel do Senado não era seguro. Pouco depois, disse que a senadora Heloísa Helena teria traído o então o Partido dos Trabalhadores na votação que cassou o mandato do senador Luís Estêvão. Antes da demissão, Boechat deixou claro que tinha uma cópia da lista de votação. Mesmo assim, ou por isso, ele não foi inquirido pelo Conselho de Ética do Senado por não ser político. Fonte: Wikipedia