09/09/2016

Teoria Empírica de Campo

A Teoria Empírica de Campo faz parte da Teoria das Influências Seletivas, que surgiu após a Teoria Hipodérmica se tornar obsoleta. Concluiu-se que o receptor (público) não era passivo a mensagem (Estímulo) e que haviam outros elementos que influenciavam a interpretação das mensagens: os Processos psicológicos e Mediadores sociais. 

A Abordagem Empírica de Campo (Efeitos Limitados), trata não apenas da que é exercida pelos mass media, mas da Influência que flui nos relacionamentos comunitários. 

Em 1940, Paul Lazarsfeld, financiada pela Fundação Rockefeller, realizou estudos que buscaram revelar o papel do rádio frente a diferentes tipos de públicos, analisando os programas assistidos pelo público, são suas motivações e níveis de audiência entre os programas. Lazarsfeld utilizou três processos de análise para entender o funcionamento dos mecanismos de persuasão que esses programas utilizam. 

1) Análise de conteúdo - Análise do conteúdo do programa e o que atrai os ouvintes. O que eles entendem, abstraem e como o conteúdo interfere em suas ações e hábitos cotidianos.
2) Características dos ouvintes - Análise psicológica entre grupos sociais, sexo e idade para buscar o diferencial de cada grupo de ouvintes. Com isso, pode-se saber a natureza do programa e a sua predominância.
3) Estudos sobre as satisfações - Análise feita por meio de questionamento pessoais a fim de entender mais de perto a relação do programa com o ouvinte e como o público reage ou evita determinados tipos de programas. Busca obter melhores resultados. Estuda como os conteúdos da mídia afetam o público, o que o público desejam e por quê.   

Two Step Flow Communication - destaca a importância dos formadores de opinião comunitários como construtores de opinião pública em pequena escala. É determinado pela mediação que os líderes de opinião desenvolvem entre a mídia e outros indivíduos do grupo.