27/10/2016

Teoria da Nova História


A Teoria da Nova História surgiu na França. Os teóricos da Nova História, reunidos na Escola dos Anais, defendem uma nova atitude dos historiadores e jornalistas diante dos acontecimentos, na qual é preciso questionar fontes, arquivos e até documentos considerados oficiais. Para eles, deve-se interpretar a história não a partir dos eventos, mas tomando como referências os pressupostos de formação desses mesmos eventos.

Para o principal expoente da Nova História, Michael de Certeau, a história e o jornalismo não reconstituem a verdade, somente tenta-se interpretá-la. Para Certeau, toda interpretação histórica depende de um sistema de referência. Além de escrever para o público, os historiadores e jornalistas escrevem para os profissionais do seu próprio grupo, seguindo preceitos e padronizações estabelecidas. O saber estaria ligado ao lugar e deveria se submeter-se às suas imposições, à lei do grupo.

Felipe Pena conta que ao fazer um registro histórico não é possível preencher todas as lacunas do passado. Como a história e jornalismo estão relacionados, os jornalistas seguem a mesma lógica dos historiadores e também não conseguem revelar todos os fatos acontecidos.