18/10/2016

Teoria Instrumentalista

Para a Teoria Instrumentalista (também chamada de Teoria da Ação Organizacional ou Teoria da Ação Política) a mídia vive em função dos interesses políticos. Ela determina que as notícias são instrumentos para determinados interesses políticos. Surgiu de um estudo/pesquisa realizado sobre parcialidade, que buscava verificar a existência ou não de distorções em textos noticiosos.

Há duas interpretações sobre a parcialidade das notícias: A versão de "esquerda", que acredita que a imprensa está subordinada aos interesses da elite política e econômica e que o papel dos profissionais da imprensa é reduzido à função de cumpridor de ordens patronais; e a de "direita", que defende que os jornalistas formam uma classe social específica e distorcem as notícias com o objetivo de veicular ideias anticapitalistas. Nela, os jornalistas têm controle pessoal sobre a produção da notícia e estão dispostos a influenciar o noticiário com a defesa de suas ideias.

Teoria Instrumentalista de "Esquerda” - Para essa perspectiva marxista, ligada aos fatores macroeconômicos e sociológicos, as notícias são instrumentos destinados a manter o status quo capitalista. Possui forte influência das ideias de Noan Chomsky e Eduard Herman para quem as notícias e reportagens são campanhas de publicidade maciças que sustentam o sistema capitalista, pois, priorizam a opinião pública em uma determinada direção. Para Chomsky, a imprensa está subordinada aos interesses da elite política e econômica dos Estados Unidos.

Teoria Instrumentalista de "Direita” - Segundo o ponto de vista de "Direita", as notícias são usadas para questionar o sistema, e os jornalistas formam uma classe social específica que distorce as notícias com o objetivo de veicular ideias anticapitalistas. Há duas linhas de pensamento. Enquanto os teóricos de "direita|" Efron e Kristol afirmam que os burocratas e intelectuais das grandes cadeias televisão (jornalísticas) nos EUA têm interesse em ampliar a atividade reguladora do Estado por meio das empresas privadas. Os pesquisadores Lichter e Rothman concluíram, após estudo sobre os valores dos jornalistas americanos que estes estão muito mais à esquerda do que a maioria da população dos Estados Unidos.