08/10/2016

Teoria Organizacional do Jornalismo

Segundo a Teoria Organizacional do Jornalismo, o trabalho jornalístico o fator econômico é o mais influente de seus condicionantes para sobrevivência da empresa. O jornalismo possui muitos custos, como a contratação dos jornalistas e o pagamento de seus salários, correspondentes no estrangeiro, o envio de jornalistas para cobrir um acontecimento no exterior e a assinatura de serviços especiais. Por isso o lucro da empresa é fundamental. Por tanto, sendo o jornalismo um negócio, o setor mais importante de uma empresa jornalística é a parte comercial. Esse setor é o responsável pela captação de anúncios para sustentar o jornal. Nesse contexto, os interesses comerciais interferem diretamente na produção das notícias.

Autonomia Jornalística - Apesar das possibilidades de transgressão, a linha editorial das empresas costuma ser sempre seguida. O jornalista se conforma com as normas editoriais, que passam a ser mais importantes do que as crenças individuais. A autonomia dos jornalistas é "consentida", ou seja, ela só pode ser exercida se estiver de acordo com os preceitos da empresa.

Nessa estrutura, Warren-Breed aponta diversos fatores interferem na forma que a notícia é produzida. 

Fatores que podem interferir no funcionamento da empresa:
  • O papel do diretor dentro da empresa, distinguindo a diferença entre editores ativos e passivos. 
  • O tamanho da empresa. Grandes empresas possuem maior grau de especialização e menos comunicação interativa. Já nas pequenas empresas o jornalista possui uma maior autonomia, pois sua estrutura é mais flexível. 
Fatores que influenciam a produção de notícias pode ser divididos em dois níveis: 

Nível organizacional: com fatores como o desejo do lucro, a escolha de fontes, o acontecimento, a competição entre editores e editorias, recursos humanos e materiais, a hierarquia, organização e burocracia interna e interação com as fontes interferem na produção da matéria; 
Nível extra-organizacional: audiência e mercado, a relação estabelecida entre jornalista e fonte assim como a preferência aos canais de rotina.

As Teorias da Nova História e Teoria Organizacional do Jornalismo se assemelham, diferenciam e são complementares em diversos aspectos.

O modelo reprodutivo da Teoria Organizacional baseado na competição entre diferentes empresas de comunicação, visando maior destaque, maior lucro, o furo jornalístico e maior quantidade de informações é fortemente é criticado na Teoria da Nova História, que acredita que o jornalista deve ir além da reprodução das notícias, precisando entender e refletir os seus contextos e pré-formações dos acontecimentos.