21/11/2016

Teoria dos Fractais Biográficos ou a Biografia sem-fim

O termo fractal designa estrutura geométrica complexa cujas propriedades em geral repetem-se em qualquer escala.  O conceito de fractal está relacionado com a auto-semelhança, cada pequeno fractal é a cópia reduzida do grande fractal, essas subdivisões, repartições permitem explorar as visões polissêmicas do indivíduo. Auto-semelhança é um padrão dentro do outro e que aumenta o grau de complexidade das histórias e das personagens.

A Teoria dos Fractais Biográficos ou Biografia sem-fim, desenvolvida por Felipe Pena, questiona o modelo do jornalismo mecânico, baseado em um formato que conduz tudo com início, meio e fim. Um jornalismo que apenas busca adequar a informação ao que o leitor já se acostumou a ver e ler e usa um modelo tradicional de jornalismo.

Para Pena, os jornalistas tentam ordenar os fatos de uma vida diacronicamente, criam uma ilusão de que estes fatos juntos formem uma narrativa estável e autônoma. Nesse sentido, o repórter seria cúmplice dessa ilusão. Como não se podem contar histórias exatamente da maneira como aconteceram ou são, limita-se a torná-las interessante. Os consumidores precisam de realizações, querem que os desejos sejam realizados. Por isso, associa-se a vida a um caminho ou estrada facilita a compreensão, a narração e a venda. E o que vende são reconstruções históricas de pessoas e fatos, memórias, identidades, modelos e perfis.

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