29/08/2018

Herbert Blummer (1900 -1987)

Foi influenciado pela Sociologia de George Herbert Mead, W. I. Thomas, e Robert Park.

Em trabalho realizado na Associação Americana de Sociologia (American Sociological Association), em 1948, procedeu à crítica das técnicas de amostragem das pesquisas de opinião pública, as quais ignoravam os formadores de opinião.

Blumer estudou o raciocínio empírico. Um dos seus estudos mais conhecidos fez parte de projeto de pesquisa do Fundo Payne, que alertou para o perigo do efeito de filmes sobre crianças e adultos jovens. O projeto incluiu mais de dezoito cientistas sociais, que publicaram onze relatórios. O estudo intitulado Filmes e conduta (Movies and Conduct, 1933) traz mais de 115 depoimentos de estudantes secundaristas e universitários sobre suas experiências com os filmes. Ele revelou que o cinema ensina às crianças coisas como estilo de vida, penteados, o modo de beijar, até mesmo como bater carteiras.

Herbert Blumer desenvolveu o interacionismo simbólico a partir dos princípios formulados por George Mead da teoria de Psicologia Social, filósofo também integrante da Escola de Chicago. Desse modo, Blumer publicou o artigo Homem e Sociedade, em 1937, no qual conceituava o interacionismo simbólico em três premissas.

As pessoas agem em relação aos objetos de acordo com os significados atribuídos a eles. Os homens das cavernas, por exemplo, interpretavam a pedra como uma matéria prima para utensílios, como facas e machados. Portanto, a ação deles de colher pedras ocorre devido ao que elas representam para eles. Esse significado se estabelece a partir da interação social, ou seja, a ideia de uma pedra se tornar uma faca apenas foi consolidada em decorrência de uma pessoa comunicar à outra, estabelecendo um consenso.

Tais significados são modificados por meio de processos interpretativos pelas pessoas ao entrar em contato com outros elementos. No caso da pedra, os indivíduos não se limitaram à fabricação de ferramentas. Hoje em dia, a pedra é empregada em calçadas, em esculturas, em construções.

Portanto, a sociedade é um produto da comunicação, porque a vida social se mantém graças à capacidade dos seres humanos de interpretar seu contexto e responder aos estímulos que recebem. Contudo, a comunicação não se resume ao processo de emissão e recepção de mensagens. É necessário que haja a interpretação dos símbolos, caso contrário, não se estabelece a comunicação. Se um brasileiro, por exemplo, cumprimenta um chinês dizendo “oi, tudo bem?”, não haverá comunicação. Apesar de a mensagem ter sido recebida pelo chinês, uma vez que não houve compreensão. Logo, a comunicação é um processo estruturado pelo uso racional dos símbolos, o qual não se reduz à transmissão de mensagens.

Na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Blumer desenvolveu o Departamento de Sociologia, o próprio pensamento e suas pesquisas. Aperfeiçoou a teoria do preconceito racial, investigou efeitos da industrialização nas sociedades tradicionais e dirigiu estudo sobre o uso de drogas por adolescentes. 

Fonte: Wikipedia
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