01/10/2018

Mário Erbolato (1919 - 1990)

Jornalista, professor, pesquisador e autor de diversas obrar sobre jornalismo, Mário Erbolato ocupa um lugar eminente na história do pensamento comunicacional brasileiro.

Autodidata em jornalismo, sua carreira começou aos dezessete anos de idade, em 1936, quando passou a frequentar a redação do Diário do Povo de Campinas. Inicialmente exercia atividades burocráticas e redigia textos esporádicos, sem vínculo empregatício, mas já em 1938 se tornava redator-responsável desse periódico.

Em 1952 faz um curso superior, entrando na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. No entanto, em 1956, quando se formou como Advogado, já era redator responsável e correspondente do Diário do Povo de Campinas e do O Estado de S. Paulo. 

No final de 1969, passou a ministrar aulas de Jornalismo Comparado e de Introdução às Técnicas de Jornalismo Impresso, Radiofônico, Televisivo e Cinematográfico, no Curso de Comunicações Culturais na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp). Foi também coordenador do Departamento de Jornalismo e, por dois mandatos, diretor do Instituto de Artes e Comunicações. 

Escreveu seis obras relacionadas com a imprensa e o ensino do jornalismo: Técnicas de codificação em jornalismo impresso; Jornalismo gráfico: técnicas de produção; Jornalismo especializado; Deontologia da comunicação; Comunicação e cotidiano; e Dicionário de propaganda e jornalismo. 


  • Técnicas de codificação em jornalismo impresso -  Mostra como se faz um jornal, além de o autor ter acrescentado exercícios ao final de cada capítulo.
  • Jornalismo gráfico - Importante obra na época em que foi escrita. Já entrevia o futuro do jornalismo impresso. 
  • Jornalismo especializado - Discorreu sobre as principais temáticas que figuram na imprensa diária. Para o autor, não existe na prática um divisor exato e rigoroso entre o que possa ser incluído nesta ou naquela editoria ou seção. Os assuntos entrelaçam-se e a orientação do jornal pode variar tecnicamente de um momento para outro quanto ao critério de paginação. Os repórteres devem recorrer às fontes costumeiras e tratar qualquer matéria com cuidado. O jornalista não deve somente conhecer a técnica de pesquisar, escrever, diagramar, ilustrar e outras atividades complementares. 
  • Deontologia da comunicação - A obra oferece uma visão panorâmica das diretrizes que regem a área no Brasil. Nela discorre, por exemplo, sobre o artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”.
  • Comunicação e cotidiano - O autor trata desde o lazer ao gibi e à literatura de cordel; da bula de remédio à cibercomunicação; da arte e da comunicação à política, à história, à filosofia e à psicologia.
  • Dicionário de propaganda e jornalismo - Para sua elaboração, o autor percorreu 73 obras, referiu-se a catorze leis, dois decretos-leis e cinco decretos, além de ter consultado boletins, revistas e jornais.  
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